terça-feira, 12 de agosto de 2014
Capulanas no Sesc Vila Mariana 19/08 das 14hs as 17hs.
Esse mês a cultura negra está em destaque na programação do Centro de Pesquisa Formação e do Sesc.
Participaremos da mesa "Reflexões sobre uma estética negra" com as integrantes Débora Marçal e Adriana Paixão, juntamente com o cineasta Joel Zito Araujo.
Veja a programação completa.
Participaremos da mesa "Reflexões sobre uma estética negra" com as integrantes Débora Marçal e Adriana Paixão, juntamente com o cineasta Joel Zito Araujo.
Veja a programação completa.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Temporada de " Histórias do Velho Batista" na Goma Capulanas de 16/03 a 06/04/2014 - Domingos as 17hs.
Depois da temporada de Sangoma a " GOMA CAPULANAS" abre suas portas para o espetáculo encenado por Paulo Henrique Sant" Anna : “HISTÓRIAS DO VELHO BATISTA” que é um desdobramento do projeto De Canto em Canto - De Conto em Conto, que tem como norte de trabalho e pesquisa o resgate da tradição oral e valorização do homem caipira.
Nesse processo o trabalho se desenvolve a cerca de uma dramaturgia fechada, que traz em seu contexto histórias e causos vividos nos bairros Cantinho do Céu, Lago Azul, Parque Residencial Cocaia e Jardim Gaivotas.
Contamos com sua presença.
Axé.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Capulanas no Diálogos Teatrais do Fomento ao Teatro. 11/11/2013
No próximo dia 11, uma segunda feira estaremos ao lado do Coletivo Negro, Cia dos Inventivos e Os Crespos abrindo um portal de discussão acerca da estética, resistência e anunciação no Teatro Negro.
O Mediador será o Prof. Dr. Salloma Sallomão. O público está convidado a contribuir, ouvir e falar. Precisamos abrir esse campo de discussão e registrar a história do Teatro Negro como linguagem.
O Mediador será o Prof. Dr. Salloma Sallomão. O público está convidado a contribuir, ouvir e falar. Precisamos abrir esse campo de discussão e registrar a história do Teatro Negro como linguagem.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Capulanas e Grupo Clariô dialogam, trocam e confrontam suas estéticas.
O Lugar do Outro?
23, 24 e 25 de outubro de 2013
SINOPSE
O lugar do outro? é uma experiência de troca entre grupos que produzem a partir de diferentes lugares. O espaço geográfico da cidade foi o lugar ponto de partida. Quais são as diferenças de se produzir do centro ou da periferia? O que há de comum? Como evitar, de um lado, a estigmatização e, de outro, a neutralização dessas diferenças? Mas há ainda outros lugares em jogo: a divisão entre linguagens, a posição de cada grupo na cena. Espaços simbólicos que também têm seus centros e periferias.
Dois grupos que produzem nas margens da cidade, Coletivo Teatral Dolores Boca Aberta e Capulanas Cia. De Arte Negra, sugeriram seus "outros" para desenvolver um processo de convívio/ocupação. Dolores escolheu um grupo que também trabalha o teatro, mas que está sediado no centro: a Cia Antropofágica. E Capulanas, um grupo que também está sediado numa região periférica, mas que transita por outras linguagens: o Clariô.
O projeto, proposto pelo Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural, teve consultoria de Maria Carolina Vasconcelos Oliveira.
23 de outubro
Capacidade: 70 lugares
Ingressos: GRATUITO
Classificação Indicativa: livre
Sala Vermelha
11h
O lugar do outro?
Serão discutidas dimensões que foram centrais na concepção do projeto: convívio, diversidade, ocupação, centros e periferias e produção cultural como intervenção na cidade.
Apresentação e Mediação: Sônia Sobral
Falas norteadoras:
- Maria Carolina Vasconcelos Oliveira: Diversidade e convívio: reconhecimento de novos atores na "cultura", mudanças de paradigma nas políticas culturais, quebra de privilégios das classes artísticas institucionalizadas.
- Tiaraju Pablo D'Andrea: Centros e periferias: o sujeito periférico, produção cultural nas margens da cidade.
- Amanda Freire (Cia. Antropofágica de Teatro) : Produção cultural como intervenção na cidade: a cidade como palco
15h
Formas de organização e sobrevivência: a produção cultural nas margens da cidade
O foco são as formas de viabilização das produções culturais realizadas nas margens da cidade, tanto relacionadas a financiamento como relacionadas a modelos de organização.
Mediação: Ana Paula do Val
Falas norteadoras:
- Gil Marçal: financiamento e apoio a produções culturais das periferias da cidade de São Paulo. Importância, histórico e novas perspectivas.
- Aline Maria (Agência Popular Solano Trindade): formas de organização que viabilizam a produção cultural na periferia. Estratégias, dificuldades, perspectivas. Foco: trabalho em coletivo, moeda, viabilidade econômica.
- Luciano Carvalho(Coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes): formas de organização que viabilizam a produção cultural na periferia. Estratégias, dificuldades, perspectivas. Foco: trabalho em coletivo, ocupação de um espaço público; acesso ao Fomento e aos recursos públicos.
- Rita Maria(Sacolão das Artes): ocupação de espaço público, gestão participativa/comunitária.
19h
NOVAS ESTÉTICAS E NOVOS PARÂMETROS
A emergência de novas vozes e novas produções na cena cultural da cidade nos obrigam a repensar antigos parâmetros de estética e crítica. Buscaremos levantar esses questionamentos e discutir sobre quais questões estéticas envolvidas no processo dos 4 grupos participantes do projeto.
Fala norteadora:
- Valmir Santos: necessidade de (re) pensar a crítica, superando dicotomias como profissional x amador, social x cultural, etc. Militância como estética.
Sobre o projeto O lugar do Outro?: Priscila Preta (Capulanas Cia. De Arte Negra), Naruna Costa (Grupo Clariô de Teatro), Danilo Monteiro (Coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes) e Tiago Vasconcelos (Cia. Antropofágica de Teatro).
24 de outubro às 20h
Duração:120 min (aproximadamente)
Capacidade: 219 lugares
Ingressos: GRATUITO
Classificação Indicativa: livre
Sala Itaú Cultural
Apresentação da experiência cênica: Coletivo Teatral Dolores Boca Aberta + Cia. Antropofágica de Teatro.
SINOPSE
Os encontros entre os grupos Dolores e Antropofágica buscam a interação estética entre os coletivos e, evidentemente, as intersecções políticas, uma vez que partilham a compreensão do caráter indissociável destes fatores. Buscaremos as particularidades de seus universos principalmente no que tange a dicotomia centro e periferia para, por fim, ampliar horizontes no intuito de encontrar elementos de unidade discursiva e formal.
25 de outubro às 20h
Duração: 40 min (aproximadamente)
Capacidade: 219 lugares
Ingressos: GRATUITO
Classificação Indicativa: livre
Sala Itaú Cultural
Apresentação da experiência cênica: Capulanas Cia. De Arte Negra + Grupo Clariô de Teatro
SINOPSE
Os Grupo Clariô de Teatro e Capulanas Cia de Arte Negra construíram suas histórias de vida e arte enraizadas na Periferia da Zona Sul de São Paulo. Pelo simples fato de cultivarem suas atividades em locais “adversos” ao circuito cultural paulista, fez com que suas obras dialogassem em pensamento estético e politico. Clariô e Capulanas já há alguns anos mantem uma troca artística em mostras, em movimentos culturais e em Saraus. A afinidade artística tem sido um disparador para permanentes encontros. O projeto “O Lugar do Outro?” promovido pelo Itaú Cultural antecipou uma aproximação cênica entre os dois grupos, em que, elementos da corporeidade do ator negro, da musicalidade afro-regional-brasileira e também da narrativa cênica periférica, constroem um processo baseado no confronto de cenas já criadas em outras encenações convergidas no processo cênico chamado TRAVESSIAS DO FEMININO ENCRUZILHADAS NA ARTE NEGRA.
23, 24 e 25 de outubro de 2013
SINOPSE
O lugar do outro? é uma experiência de troca entre grupos que produzem a partir de diferentes lugares. O espaço geográfico da cidade foi o lugar ponto de partida. Quais são as diferenças de se produzir do centro ou da periferia? O que há de comum? Como evitar, de um lado, a estigmatização e, de outro, a neutralização dessas diferenças? Mas há ainda outros lugares em jogo: a divisão entre linguagens, a posição de cada grupo na cena. Espaços simbólicos que também têm seus centros e periferias.
Dois grupos que produzem nas margens da cidade, Coletivo Teatral Dolores Boca Aberta e Capulanas Cia. De Arte Negra, sugeriram seus "outros" para desenvolver um processo de convívio/ocupação. Dolores escolheu um grupo que também trabalha o teatro, mas que está sediado no centro: a Cia Antropofágica. E Capulanas, um grupo que também está sediado numa região periférica, mas que transita por outras linguagens: o Clariô.
O projeto, proposto pelo Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural, teve consultoria de Maria Carolina Vasconcelos Oliveira.
23 de outubro
Capacidade: 70 lugares
Ingressos: GRATUITO
Classificação Indicativa: livre
Sala Vermelha
11h
O lugar do outro?
Serão discutidas dimensões que foram centrais na concepção do projeto: convívio, diversidade, ocupação, centros e periferias e produção cultural como intervenção na cidade.
Apresentação e Mediação: Sônia Sobral
Falas norteadoras:
- Maria Carolina Vasconcelos Oliveira: Diversidade e convívio: reconhecimento de novos atores na "cultura", mudanças de paradigma nas políticas culturais, quebra de privilégios das classes artísticas institucionalizadas.
- Tiaraju Pablo D'Andrea: Centros e periferias: o sujeito periférico, produção cultural nas margens da cidade.
- Amanda Freire (Cia. Antropofágica de Teatro) : Produção cultural como intervenção na cidade: a cidade como palco
15h
Formas de organização e sobrevivência: a produção cultural nas margens da cidade
O foco são as formas de viabilização das produções culturais realizadas nas margens da cidade, tanto relacionadas a financiamento como relacionadas a modelos de organização.
Mediação: Ana Paula do Val
Falas norteadoras:
- Gil Marçal: financiamento e apoio a produções culturais das periferias da cidade de São Paulo. Importância, histórico e novas perspectivas.
- Aline Maria (Agência Popular Solano Trindade): formas de organização que viabilizam a produção cultural na periferia. Estratégias, dificuldades, perspectivas. Foco: trabalho em coletivo, moeda, viabilidade econômica.
- Luciano Carvalho(Coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes): formas de organização que viabilizam a produção cultural na periferia. Estratégias, dificuldades, perspectivas. Foco: trabalho em coletivo, ocupação de um espaço público; acesso ao Fomento e aos recursos públicos.
- Rita Maria(Sacolão das Artes): ocupação de espaço público, gestão participativa/comunitária.
19h
NOVAS ESTÉTICAS E NOVOS PARÂMETROS
A emergência de novas vozes e novas produções na cena cultural da cidade nos obrigam a repensar antigos parâmetros de estética e crítica. Buscaremos levantar esses questionamentos e discutir sobre quais questões estéticas envolvidas no processo dos 4 grupos participantes do projeto.
Fala norteadora:
- Valmir Santos: necessidade de (re) pensar a crítica, superando dicotomias como profissional x amador, social x cultural, etc. Militância como estética.
Sobre o projeto O lugar do Outro?: Priscila Preta (Capulanas Cia. De Arte Negra), Naruna Costa (Grupo Clariô de Teatro), Danilo Monteiro (Coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes) e Tiago Vasconcelos (Cia. Antropofágica de Teatro).
24 de outubro às 20h
Duração:120 min (aproximadamente)
Capacidade: 219 lugares
Ingressos: GRATUITO
Classificação Indicativa: livre
Sala Itaú Cultural
Apresentação da experiência cênica: Coletivo Teatral Dolores Boca Aberta + Cia. Antropofágica de Teatro.
SINOPSE
Os encontros entre os grupos Dolores e Antropofágica buscam a interação estética entre os coletivos e, evidentemente, as intersecções políticas, uma vez que partilham a compreensão do caráter indissociável destes fatores. Buscaremos as particularidades de seus universos principalmente no que tange a dicotomia centro e periferia para, por fim, ampliar horizontes no intuito de encontrar elementos de unidade discursiva e formal.
25 de outubro às 20h
Duração: 40 min (aproximadamente)
Capacidade: 219 lugares
Ingressos: GRATUITO
Classificação Indicativa: livre
Sala Itaú Cultural
Apresentação da experiência cênica: Capulanas Cia. De Arte Negra + Grupo Clariô de Teatro
SINOPSE
Os Grupo Clariô de Teatro e Capulanas Cia de Arte Negra construíram suas histórias de vida e arte enraizadas na Periferia da Zona Sul de São Paulo. Pelo simples fato de cultivarem suas atividades em locais “adversos” ao circuito cultural paulista, fez com que suas obras dialogassem em pensamento estético e politico. Clariô e Capulanas já há alguns anos mantem uma troca artística em mostras, em movimentos culturais e em Saraus. A afinidade artística tem sido um disparador para permanentes encontros. O projeto “O Lugar do Outro?” promovido pelo Itaú Cultural antecipou uma aproximação cênica entre os dois grupos, em que, elementos da corporeidade do ator negro, da musicalidade afro-regional-brasileira e também da narrativa cênica periférica, constroem um processo baseado no confronto de cenas já criadas em outras encenações convergidas no processo cênico chamado TRAVESSIAS DO FEMININO ENCRUZILHADAS NA ARTE NEGRA.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Capulanas estréia novo espetáculo: Sangoma.
O espetáculo discute temas relacionados à saúde das mulheres negras. Seis mulheres Sangomas habitam uma casa sagrada com laços ancestrais. Mulheres que romperam o silêncio, compartilham suas histórias de vida e seus caminhos para chegar à cura.
Todos os sábados de 21 de setembro a 09 de novembro as 20hs.
Retirar ingresso com uma hora de antecedência.
Lotação 30 lugares.
Todos os sábados de 21 de setembro a 09 de novembro as 20hs.
Retirar ingresso com uma hora de antecedência.
Lotação 30 lugares.
terça-feira, 16 de julho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Projeto Sangoma - 5° Onnim - 08,15, 22, 29 de junho de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Projeto Sangoma - Oficina de Percussão com Mestre Rabi.
terça-feira, 26 de março de 2013
CARTA MANIFESTO
SOBRE O ROMPIMENTO DOS COLETIVOS DE TEATRO NEGRO DE SÃO PAULO COM A “MOSTRA DA NOVA DRAMATURGIA DA MELANINA ACENTUADA”.
“Negros que escravizam e vendem negros na África não são meus irmãos
Negros senhores na América a serviço do capital não são meus irmãos
Negros opressores em qualquer parte do mundo não são meus irmãos...”
(Trecho do poema “OS NEGROS” de Solano Trindade).
O MOVIMENTO DE TEATRO NEGRO DE SÃO PAULO manifesta aqui toda sua indignação e perplexidade diante do tratamento desrespeitoso direcionado aos coletivos de teatro: CAPULANAS CIA DE ARTE NEGRA, OS CRESPOS, COLETIVO NEGRO E GRUPO CLARIÔ DE TEATRO, pela curadoria e coordenação da "MOSTRA DA NOVA DRAMATURGIA DA MELANINA ACENTUADA”, que ocorre na Cidade de São Paulo, desde novembro de 2012, no TEATRO DE ARENA EUGÊNIO KUSNET, financiada pelo EDITAL DE OCUPAÇÃO DO TEATRO DE ARENA EUGÊNIO KUSNET/ 2012 (2º SEMESTRE).
É com tristeza que anunciamos nossa inevitável retirada, no mês de fevereiro de 2013, do “evento” supra-citado .
Somos coletivos comprometidos com a politização de questões raciais e sociais no teatro, e nosso reconhecimento é legitimado pelo público, movimentos sociais e crítica, que reconhecem a qualidade estética de nossos trabalhos e a importância da militância político-artística no centro e nas periferias de São Paulo.
Para nós, a ocupação histórica do teatro de Arena - espaço de referência e luta desde a década de 50 no Brasil - pela Mostra referida, era mais um passo importante na trajetória do Teatro Negro brasileiro e, por este motivo, havíamos nos colocado à inteira disposição para seu fortalecimento. Disponibilizamos nossas obras, corpos e pensamentos, a fim de somar forças, estabelecer trocas e propiciar um passo fundamental na conquista de novos olhares, rumo à dramaturgia negra do século XXI. No entanto, no decorrer do processo de nossas participações, observamos um olhar estrangeiro, contraditório e, finalmente dissimulado e desrespeitoso, por parte do coordenador/curador/idelizador da Mostra: Aldri Anunciação. Por vezes tentamos dialogar, mas apesar do discurso aparentemente ser o mesmo, os modos de trabalho moram em pólos diferentes: apropriação não é pertencimento.
Inúmeras falhas ocorreram durante o processo. É evidente que a legitimade de uma mostra de dramaturgia negra em São Paulo se dá pela força de atuação dos coletivos locais, porém o desconhecimento e falta de interesse do curador à respeito da trajetória de cada coletivo, desembocou em uma série de incoerências. Em meados de setembro de 2012 os grupos foram sondados para participar da Mostra, sendo que alguns, depois de iniciados os contatos, foram simplesmente ignorados durante o processo de negociação. Em contraponto, outros foram incluídos na programação antes do fechamento de sua participação; datas foram modificadas sem acordo; materiais de divulgação expostos com inúmeras falhas, retirados da internet sem consentimento. Uma absoluta desorganização e falta de comprometimento que, até certo momento relevamos, na tentativa de compreender e preservar a Mostra.
Descobrimos que o esforço e parceria por nós ofertados não era recíproco. Os Grupos paulistas fecharam sua participação na Mostra por uma “ajuda de custo”(já que o que nos foi informado era que a verba destinada era pouca, para o tanto que queriam e iriam produzir). Nós topamos, como já foi dito, por questões ideológicas. No entanto, os coletivos tomaram conhecimento do tratamento diferenciado ao elenco do Rio de Janeiro. Era discrepante a diferença financeira oferecida à produção carioca, em relação ao cachê. Pedimos um encontro para esclarecimentos e exigimos tratamento igualitário. Em reunião, o coordenador da Mostra deu continuidade ao mau tratamento, enfatizando haver de fato uma separação entre trabalho de grupo: “os que participam pela causa”; e elenco: “os que participam pelo cachê”. O rumo da prosa foi a lógica de Mercado, e o discurso político foi transformado em valores. Diante disso, não poderíamos chegar a outra conclusão senão, a de que estávamos sendo EXPLORADOS EM NOSSA PRÓPRIA CASA e usados para legitimar uma proposta que não passava de cartaz.
Lembrando novamente do irmão Solano:
“Quando eu nasci,
Meu pai batia sola,
Minha mana pisava milho no pilão para o angu das manhãs…
Portanto eu venho da massa. Eu sou um trabalhador.”
(Trecho do poema “autobiográfico”, de Solano Trindade)
Nós somos trabalhadores e dizemos: NÃO!
NÃO aceitamos permanecer na MOSTRA, porque os meios utilizados NÃO nos levaram a um mesmo fim ideológico, que antecede qualquer questão financeira: o respeito, a confiança, a parceria, a verdade.
Nós: OS CRESPOS, CAPULANAS CIA DE ARTE NEGRA, COLETIVO NEGRO E GRUPO CLARIÔ DE TEATRO rompemos.
Após o rompimento (que primeiro foi comunicado aos organizadores da Mostra), solicitamos uma carta de retratação por parte da coordenação, que foi resumida com a frase: “POR MOTIVO DE FORÇA MAIOR”.
E é por MOTIVO DE FORÇA MAIOR: R E S P E I T O (com nós mesmos, nosso público, nosso posicionamento político-ideológico, a história do teatro negro brasileiro, nossos sonhos e obras), que nos afastamos da Mostra.
Acreditamos que nossa ruptura pode contribuir para a evolução das próximas mostras e para o compromisso, respeito e ética com as futuras apresentações destes, e outros coletivos.
NOTA:
Desde nossa saída estamos sendo acusados de boicotar o evento por descontentamento financeiro”, e responsabilizados pelo esvaziamento das atividades propostas na programação (falha de divulgação da organização).
Esperamos que nosso desabafo-manifesto sirva de esclarecimento ao nosso público e interessados sobre os reais motivos de nossa retirada e, que os mesmos compreendam e apoiem a nossa decisão.
Aqui também, anunciamos nosso respeito e consideração aos inúmeros participantes da “MOSTRA DA NOVA DRAMATURGIA DA MELANINA ACENTUADA”, mestres que por ali passaram e passarão, parceiros de luta, trabalho e vida. Irmãos. Bem como os parceiros cariocas, que nada tem a ver com a displiscência da organização desta Mostra de Dramaturgia Negra.
Axé.
Esta é uma posição coletiva.
São Paulo, 23 de março de 2013.
Movimento de Teatro Negro de São Paulo.
“Os tambores não são mais pacíficos
Até as palmeiras têm amor à liberdade”.
(Trecho do poema “Canto dos Palmares” - Solano Trindade)
Para maiores esclarecimentos:
GRUPO CLARIÔ DE TEATRO: www.espacoclario.blogspot.com
COLETIVO NEGRO: www.coletivonegro.blogspot.com
OS CRESPOS: www.ciaoscrespos/facebook.com
CAPULANAS: www.ciacapulanas.blogspot.com
terça-feira, 19 de março de 2013
Capulanas no Rio de Janeiro - 22 a 24 de março de 2013
No próximo fim de semana estaremos em uma passada breve, mas não abreviada pela cidade do Rio de Janeiro. Estaremos no solo sagrado do Griotagem, evento realizado pelo coletivo Denegrir e honradas com a homenagem no Festival Home Theathe que começa amanhã dia 20. Veja a programação completa e quem tiver pela cidade maravilhosa aparece para comungar com a gente.


domingo, 12 de agosto de 2012
Projeto Sangoma - I ONNIM sobre saúde da população Negra - 16,17 e 18 de agosto de 2012
Salve.
Está semana teremos a primeira atividade do projeto "Sangoma" que tem como base a pesquisa acerca da saúde das mulheres negras.Terá como resultado um espetáculo com estreia para outubro de 2013.
Nosso I ONNIM conta com uma programação linda e será também a primeira atividade na nossa casa Capulanas.
Venha trazer seu axé e partilhar de nossa pesquisa.
domingo, 15 de julho de 2012
Capulanas no SPTV.
Salve.
A convite do Alessandro Buzo, fizemos uma apresentação para a gravação do quadro do SPTV que divulga artes das periferias de São Paulo.
Agradecemos a oportunidade e generosidade de todos envolvidos no quadro.
Assiste ai.
http://g1.globo.com/videos/sao-paulo/sptv-1edicao/t/edicoes/v/eletropaulo-faz-blitz-sobre-os-cuidados-que-criancas-devem-ter-com-pipas/2040913/
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Capulanas em dobradinha dias 16 e 17 de junho.
É com muita satisfação que divulgamos a agenda desse fim de semana.
No sábado estaremos junto com um grande amigo, militante, músico e artista negro, Ba Kimbuta no lançamento do seu CD "Universo Preto Paralelo". Faremos a esquete que apresentamos no lançamento do livro de poesia erótica "InCorPoros" de Akins Kinte e Nina Silva. Baseado em poesias do livro a apresentação conta com reflexões acerca do olhar da mulher preta para seu corpo e desejos.
Já no domingo dia 17 de junho, faremos uma apresentação extra do espetáculo "Solano Trindade e suas Negras Poesias" ainda com o caráter do projeto "Pé no Quintal", que será registrado para o programa do Alessandro Buzo no SPTV. Será no quintal da familia Santos, que é a familia de Priscila Preta.
O endereço é Rua Professor Dino Fausto Fontana, 155/157 - americanópolis (zona sul) as 19hs, gratuito.
Já no domingo dia 17 de junho, faremos uma apresentação extra do espetáculo "Solano Trindade e suas Negras Poesias" ainda com o caráter do projeto "Pé no Quintal", que será registrado para o programa do Alessandro Buzo no SPTV. Será no quintal da familia Santos, que é a familia de Priscila Preta.
O endereço é Rua Professor Dino Fausto Fontana, 155/157 - americanópolis (zona sul) as 19hs, gratuito.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Lançamento do" {Em} Goma" amanhã dia 05/-06 de 2012 no Sarau Suburbano Convicto.
Pra quem ainda não tem nosso livro e DVD, essa é uma boa oportunidade de adquirir.
Estaremos amanhã no Sarau Suburbano Convicto na rua 13 de maio, 70 2° andar, a partir das 20hs.
Pra quem não sabe "{Em} Goma. Dos pés a cabeça, os quintais que sou" é resultado do Projeto Pé no Quintal que circulou com o espetáculo Solano Trindade e suas Negras Poesias pelas periferias de São Paulo durante 1 ano e meio entre 2010 e 2011. Proporcionou formações acerca de culturas e artes negras na zona sul de SP.
O livro trás experiências pessoais e coletivas de como o racismo, machismo e a arte proporciona olhares doloridos e poéticos. Além de textos de pesquisa de arte e teatro negro de Salloma Salomão, Julio Moracen Naranjo e Lucrécia Paco (Moçambique).
Cheguem e nos dê o prazer de sua presença.
Axé.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Capulanas no Wapi Brasil- 24/03/2012
No próximo sábado acontece um atividade do WAPI Brasil e fomos convidadas para bater um papo sobre nossa experiência em Maputo - Moçambique.
Venham compartilhar desse momento conosco e apreciar a exposição de fotos da viagem com olhar de Cassimano.
O evento será das 14hs as 20hs na Ação Educativa.
Esperamos tod@s.
Axé.
Capulanas
Venham compartilhar desse momento conosco e apreciar a exposição de fotos da viagem com olhar de Cassimano.
O evento será das 14hs as 20hs na Ação Educativa.
Esperamos tod@s.
Axé.
Capulanas
terça-feira, 20 de março de 2012
Lançamento do livro {Em} Goma no Sarau Elo da Corrente e Sarau na Brasa.
Salve.
Na próxima quinta feira dia 22 de março de 2012 faremos o lançamento do nosso livro "{Em} Goma. Dos pés a cabeça, os quintais que sou". Resultado do Projeto Pé no Quintal que foi desenvolvido de junho de 2010 a dezembro de 2011 no Sarau Elo da Corrente e no sábado dia 24 de março faremos no Sarau na Brasa.
Ambos terão a exibição do documentário "Pé no Chão" que acompanha o livro, feito em parceria com o NCA (Núcleo de Comunicação Alternativa).
O preço continua o mesmo, R$15,00.
Mesmo que não queira comprar, chega pra celebrar.
Axé.
Capulanas
Sarau Elo da Corrente
22 de março as 20hs
R. Jurubim, 788-A. Pirituba - Zona Oeste
Sarau na Brasa
24 de março as 21hs
R. Prof. Viveiros Raposo, 543 - Brasilândia - Zona Norte
Na próxima quinta feira dia 22 de março de 2012 faremos o lançamento do nosso livro "{Em} Goma. Dos pés a cabeça, os quintais que sou". Resultado do Projeto Pé no Quintal que foi desenvolvido de junho de 2010 a dezembro de 2011 no Sarau Elo da Corrente e no sábado dia 24 de março faremos no Sarau na Brasa.
Ambos terão a exibição do documentário "Pé no Chão" que acompanha o livro, feito em parceria com o NCA (Núcleo de Comunicação Alternativa).
O preço continua o mesmo, R$15,00.
Mesmo que não queira comprar, chega pra celebrar.
Axé.
Capulanas
Sarau Elo da Corrente
22 de março as 20hs
R. Jurubim, 788-A. Pirituba - Zona Oeste
Sarau na Brasa
24 de março as 21hs
R. Prof. Viveiros Raposo, 543 - Brasilândia - Zona Norte
quarta-feira, 14 de março de 2012
Documentário Pé no Chão no Griotagem - RJ
Salve.
De volta ao Brasil, nosso documentário "Pé no chão" feito em parceira com NCA (Núcleo de Comunicação Alternativa) será exibido no Griotagem, evento dos nossos parceiros do Coletivo Denegrir da cidade do Rio de Janeiro.
De volta ao Brasil, nosso documentário "Pé no chão" feito em parceira com NCA (Núcleo de Comunicação Alternativa) será exibido no Griotagem, evento dos nossos parceiros do Coletivo Denegrir da cidade do Rio de Janeiro.
sábado, 3 de março de 2012
Integrantes da ASCHA homenageia Capulanas Cia de Arte Negra com poesia
Capulana
Meu mundo é África
Minha raça é negra
Minha cor é preta
Minha cultura é capulana
Com capulana identifico-me
Com a capulana, sou mulher
Com a capulana dignifico o meu país
Trajes africanos, simboliza a alegria
Amarada na cintura larga
Valoriza a raça negra
Trajes africanos são a chama da unidade
E tu capulana fazes parte dessa grande família
África...
Por Regina Castigo Manhique e Berta de Nazareth.
Poema em homenagem á Capulanas Cia de Arte Negra, produzido pelas integrantes da Assoçiação ASCHA – Maxaquene “A”, no dia 02 de março de 2012, Maputo, Moçambique.
Meu mundo é África
Minha raça é negra
Minha cor é preta
Minha cultura é capulana
Com capulana identifico-me
Com a capulana, sou mulher
Com a capulana dignifico o meu país
Trajes africanos, simboliza a alegria
Amarada na cintura larga
Valoriza a raça negra
Trajes africanos são a chama da unidade
E tu capulana fazes parte dessa grande família
África...
Por Regina Castigo Manhique e Berta de Nazareth.
Poema em homenagem á Capulanas Cia de Arte Negra, produzido pelas integrantes da Assoçiação ASCHA – Maxaquene “A”, no dia 02 de março de 2012, Maputo, Moçambique.
Assinar:
Postagens (Atom)












