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quinta-feira, 23 de julho de 2009

INFLUÊNCIA DA MÚSICA AFRICANA NO MUNDO

INFLUÊNCIA DA MÚSICA AFRICANA NO MUNDO



A diáspora africana foi um grande ganho para a música, que absorveu muito dessa cultura milenar.

Samba, coco, afrobeat, maracatu, jazz, maxixe, blues, rock, jongo, songo, congo de ouro, funk, pagode, choro, baião, reggae, rap, salsa, rumba, guaganco, candombe, techno, cururu, house são poucos dos muitos ritmos, ou, estilos musicais para as tribos cosmopolitas, que descendem da África. Trazem a alma, a sabedoria, criatividade, a inteligência, a sensualidade, a fé, a energia e muitos outros atributos, para influenciar novas criações, variações e inspirações que resultam neste mar de informação musical que vivenciamos. É comum encontrar escalas, instrumentos, harmonias, provenientes da África antiga mesmo nas orquestras sinfônicas. Ou, disfarçados em seu lirismo, os ritmos dos Orixás, suavemente transfigurados em ritmos que embalam as noites, bares, restaurantes, convenções, festas do mundo.

Por não ter registros de forma escrita, grande parte da musica africana só foi preservada graças às famílias, tribos, insurgências, historias, revoltas, guerras, lendas que são preservadas pela cultural oral. Transmitidas por Griôs que herdam as historias de seus ancestrais, pois as aprendem ao longo de sua vida desde a infância.

A influencia da musica africana é tão vasta e variada, que não é possível desenvolver uma pesquisa que seja totalitária ou abrangente ao pan-africanismo. Afinal, é muito difícil saber com exatidão qual a origem de cada feição, sotaque e movimento, não apenas sonoro, como também de cada ser e toda essa cultura já miscigenada. Mas, podemos discorrer um pouco sobre alguns temas.

Um caso que explica bem as famílias de músicos que preservam sua historia, é o dos Djidius, portadores do conhecimento das infindáveis melodias contidas nas cordas reverberando em uma pele animal fina, presas a uma cabaça por um pedaço de madeira. O som deste instrumento é como uma harpa tocada na água, a chamada Kora. Encontrada no Mali e Senegal é mais um instrumento Mandingue. Os Didjus hoje são mais vulneráveis ao o ocidente e por isso permitem que sejam repassadas as técnicas da Kora, mas apenas um estudo de vivencia desde a infância é que permite o pleno domínio. Representantes e conhecedores do instrumento dizem que também é tradicional ou mesmo original de Guiné Bissau. São popularmente encontrados em grupos de Hip Hop e bandas em toda a região de Burkina Faso. A cantora islandesa Bjork gravou o instrumento em um de seus álbuns.. Mesmo assim poucos fãs têm idéia da riqueza e da ancestralidade do mesmo.


TUMKITIKITAKITA TUDUM TUDUM TUM, É O MARACA.......?? Ouço o som de alfaias, gonguês e a caixa de guerra. Guitarras elétricas? Maracatu, coroação dos negros Bantu em cortejo, hoje tocado por alfaias que chegaram com os Malês e também misturado as influencias européias e ameríndias. Deparado ao pop rock, PROTESTO! E temos o Manguebeat, que mistura Coco repente com Hip Hop ao som dos mundialmente famosos, Mundo Livre S/A, Nação Zumbi entre outros. Movimento que surgiu nos anos 90 que foi mais uma revelação de uma década que antecedeu este novo século.


Puíta, tambor de onça, cuíca. Corpo cilíndrico que tem uma pele de animal esticada em uma de suas extremidades, e um cambito amarrado a pele na parte interna do cilindro. Famosa, no samba carioca, no samba paulista, no Bumba Meu Boi de Recife e do Maranhão e suas variáveis. Puíta é o primo, grande, esculpido em um tronco, pesado, nome usado em Angola com origem exata desconhecida, provavelmente Bantu. Toca se friccionando um pano úmido ao cambito e o som assemelha ao som de bois ou onças. Mas a cuíca, hoje bem mais desenvolvida, é genialmente capaz de tocar complexas melodias se executada com maestria. Tocar ou dançar ritmos como esses eram manifestações ilegais. Compositores e artistas em sua época tomados por vadios, são minas de ouro para artistas e gravadoras. Hoje já sampleados ou tocados ao vivo. Mais uma vez a cultura africana resiste.

Balafon, avô das marimbas, xilofones e vibrafones, também Mandingue. A melodia e harmonia das rodas de dança, acompanhado de dununs, kinkenis, sanguibans, seus kekens e djembes além de vozes com timbres extremamente agudos, com cantos de singular beleza e complexidade. Trata se de um instrumento feito com teclas de madeira e caixas acústicas feitas de cabaças onde tudo é montado com amarrações. Uma orquestra acompanhada de grande balé. Milenar. Viva a Guiné Bissau, Viva a Costa do Marfim.

O Samba Duro baiano, ou Samba de Roda do recôncavo, originou Axé music. O ritmo vem da Kabula do candomblé de Angola. No movimento, a natural sensualidade do africano. Mas é comum ouvirmos que a musica é ruim ou pornográfica, ainda vivemos segundo os costumes eurocristãos. E o Merengue baiano (axé music, termo totalmente profano as religiões africanas) também é vitima desse processo que discrimina o negro, suas artes, seus costumes e sua beleza. Como o Jazz, o Samba a Capoeira e qualquer outra manifestação do negro que ainda não seja lucrativa ou usurpada pela sociedade regida por maneiras branco euro cristãs. É por exemplo muito curioso Elvis Presley ter sido o rei do rock. Ou o funk carioca, que era manifesto e as musicas que pendiam ao conteúdo sexual eram codificadas, mas após a exposição da mídia com os Bondes, banalizou GERAL.

Sem falar na América Central, paises isolados como Cuba, Costa Rica, Haiti os paises africanos destruídos, aparthaid. Ou os paises da América do Sul que conseguiram dizimar seu povo negro. Cajons no Peru, caixa de madeira. Candombe na Colômbia, ritmo parecidíssimo com os ritmos de Cuba. The Still Drum, tambor de aço das Guianas, incrível, feito com os fundos de lata de petróleo. Sem comentar as kalimbas, os ilus, os batás, rums, rumpis, lês, abês, xequerês, pacobatás, urucungos, pai do berimbau, quijengues, tumbadoras, e aí vai.

São muitos os movimentos relacionados à cultura afro descendente. O afrobeat, que veio a tona com o musico Fela Kuti, inspirou eletro sambas, techsambas, o próprio manguebeat. Reggae estourou nas paradas com Bob Marley, funk soul com James Brown, o rock com Litlle Richards. Spirituals. Jongo. Sempre em protesto, sempre deturpado, seguindo a tradição de realidade do negro, a margem, excluído, guerreiro, persistente, inexplicável. Não é possível hoje ter registro de toda a historia do povo africano. Uma cultura oral milenar, o primeiro homem a fundir o ferro, suas línguas dialetos, artes, cores, construções, engenharia, arquitetura, respeito, educação e a belíssima musica.

Texto de Manoel Trindade
Contrapartida MINC

10 comentários:

  1. vcs forom muito bem nessa pesquisa me ajudaram a entender como a africa e importante no brasil e no mundo

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  2. esse texto ajudou muito no trabalho do Colegio estadual de Itaberaba'

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  3. que bom vcs me ajudaram na pesquisa de artes

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  4. esse texto e muito bom,estar me ajudando muito ,na escola..

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  5. Texto muito interessante. Com estrutura textual e linguagem simplificada de tal forma que eu, com 14 anos, consiga entender. Parabéns, conseguiram mostrar somente no contexto musical , que a África não é só pobreza, negros, fome e miséria como todos imaginam.

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  6. vcs me ajudaram na minha pesquisa.

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  7. eu acho que deveria ressumi mas e muito interesante e bem esplicado amei ----------------parabens para quen fez esta otimo

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  8. ele mi ajudou muito amei ---------------obrigado

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